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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Mesmo com alta dos juros, momento é propício para financiamentos de imóveis

Apesar do receio da população com a recente alta dos juros promovida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, que elevou a taxa Selic para 7,50% ao ano, o momento é favorável para se optar por um financiamento da casa própria.

Segundo especialistas em finanças pessoais, o aumento deste índice não refletirá nos juros das parcelas dos imóveis adquiridos em longo prazo.
“Os contratos já firmados antes da elevação da taxa, em sua grande maioria, tiveram as suas parcelas fixadas no momento da operação, portanto, não haverá qualquer impacto no bolso do consumidor. Este novo ajuste deve influenciar apenas nas operações de curto prazo, o que não é característico do mercado imobiliário”, explica Wilson Justo, diretor de marketing da Sorocred, empresa do ramo financeiro.

 “As taxas de juros dos financiamentos imobiliários têm se alterado recentemente muito mais pela concorrência de mercado, principalmente, entre os bancos, do que pela Selic”, completa Marcelo Prata, fundador e CEO do Canal do Crédito, site que compara produtos financeiros.
Ainda de acordo com os especialistas, a decisão para a compra do imóvel em prazos extensos deve levar em conta a relação custo-oportunidade, já que o momento é de acomodação dos valores dos imóveis.

 “Se o bem ou recurso que se busca com um financiamento ou empréstimo podem aguardar uma acomodação do mercado, isso evidentemente deve ser feito. O que não deve existir é um temor exagerado em torno da Selic. Talvez, a valorização do imóvel seja muito mais atraente do que essa alta de juros”, aponta Justo.

Para Marcelo Prata, mesmo com a expectativa de novos aumentos na taxa básica de juros, o cenário será positivo para o crédito imobiliário ao longo de 2013.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Bancos reduzem juros para antecipação de IRPF



Alguns bancos anunciaram a redução da taxa de juros para quem fizer a antecipação da restituição do Imposto de Renda. É uma opção de empréstimo aos clientes mais apressados. Entretanto, nem sempre vale a pena pedir o adiantamento.

Segundo especialistas, antecipar a restituição do Imposto de Renda é uma boa saída principalmente para quem tem alguma dívida com taxa de juros mais alta, como cartão de crédito e cheque especial. Nesse caso, o correntista troca uma dívida mais cara por outra mais
barata.

"Se a dívida for de cartão de crédito ou de cheque especial - são os mais caros - então vale a pena fazer uma antecipação de imposto de renda e cobrir essa dívida. Se for uma dívida barata ou complicada, um financiamento imobiliário, algo assim que dá uma trabalheira fazer e a diferença de taxa é muito pequena, aí em geral não vai valer a pena”, explica o professor de finanças da USP Roy Martelanc.


Em média, o cartão de crédito cobra 9% de juros ao mês sobre a dívida. O cheque especial bate os 7,75%. No caso do empréstimo pessoal são 3%, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças. Perto disso, a taxa cobrada hoje de quem antecipa o IR compensa – fica em torno de 1,6%.

Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e HSBC oferecem antecipação do IR. Em todos os casos, é preciso ser correntista da instituição para contratar o empréstimo.

Confira as taxas para financiamento de imóveis cobradas pelos bancos



Confira as taxas para financiamento de imóveis cobradas pelos bancos: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, HSBC, Itaú e Santander.